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Mobilidade Elétrica
Carros com inteligência artificial: o futuro já chegou às estradas?
A inteligência artificial deixou de ser ficção científica para se tornar realidade quotidiana nas estradas europeias e portuguesas. Desde assistentes de voz que compreendem comandos complexos até sistemas de condução autónoma que navegam autonomamente pelas cidades, em contextos de teste ou condições específicas, a IA está a redefinir o que esperamos de um automóvel.
Mas até que ponto esta transformação já chegou verdadeiramente às nossas estradas? Neste artigo, exploramos o estado atual da inteligência artificial na indústria automóvel, com foco no enquadramento europeu e português em 2026, a legislação que regula esta tecnologia e o impacto real na segurança, eficiência e experiência de condução.
O que é inteligência artificial nos automóveis
A inteligência artificial aplicada ao setor automóvel consiste em sistemas computacionais capazes de analisar enormes volumes de dados, aprender com padrões, tomar decisões em frações de segundo e adaptar-se continuamente ao contexto de condução.
Estes sistemas funcionam através de algoritmos de aprendizagem automática (machine learning) e redes neuronais que processam informação de múltiplas fontes: câmaras, sensores, radares, GPS e dados da própria condução. O resultado é um veículo cada vez mais autónomo, seguro e personalizado.
Quatro categorias principais de IA automóvel
Legislação europeia sobre inteligência artificial (2026)
A União Europeia estabeleceu o primeiro quadro jurídico abrangente do mundo para regular a inteligência artificial, com implicações diretas para a indústria automóvel.
Regulamento da Inteligência Artificial (AI Act)
O Regulamento (UE) 2024/1689, também conhecido como AI Act, entrou em vigor a 1 de agosto de 2024 e estabelece regras harmonizadas para o desenvolvimento e utilização de sistemas de IA na União Europeia.
Segundo o Parlamento Europeu, o regulamento classifica os sistemas de IA com base no risco que representam:
• Risco inaceitável: sistemas proibidos, como pontuação social por comportamento ou manipulação subliminar.
• Risco elevado: incluem sistemas de IA utilizados em automóveis, que devem cumprir requisitos rigorosos de segurança, transparência e supervisão humana. Esta categoria abrange funções como condução autónoma e sistemas críticos de segurança.
• Risco limitado: sistemas com obrigações de transparência, informando os utilizadores que estão a interagir com IA.
• Risco mínimo: a maioria dos sistemas, sem regulamentação específica.
Calendário de aplicação em 2026
Segundo a Comissão Europeia, o AI Act está a ser aplicado de forma faseada:
• 2 de fevereiro de 2025: aplicação das proibições de sistemas de risco inaceitável
• 2 de agosto de 2025: aplicação parcial para modelos de IA de finalidade geral
• 2 de agosto de 2026: aplicação da maioria das regras, incluindo para sistemas de risco elevado como os utilizados em automóveis
• 2 de agosto de 2027: aplicação completa para todos os sistemas
Em 2026, Portugal encontra-se no período crítico de transição, com as autoridades nacionais já designadas e os fabricantes a adaptar os seus sistemas para cumprimento integral até agosto.
Autoridade nacional competente
Segundo informação divulgada pelo Jornal Económico, a ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações) foi indicada pelo Governo português como uma das entidades com responsabilidades na supervisão da inteligência artificial, ao abrigo da legislação europeia, centralizando a fiscalização e supervisão técnica.
Condução autónoma em Portugal (2026)
Um dos desenvolvimentos mais significativos em Portugal durante 2026 é a criação de um quadro legal para testes de veículos autónomos em via pública.
Decreto-Lei para testes de condução autónoma
Em 2025/2026, no âmbito do plano Mobilidade 2.0, o Governo português aprovou (ou anunciou) legislação que estabelece regras para testes em via pública de sistemas automáticos de condução instalados em veículos.
Segundo o comunicado oficial do Conselho de Ministros, o decreto-lei permite testes para todos os níveis de automação, desde sistemas de assistência (nível 2) até veículos totalmente autónomos (nível 5), com o objetivo de:
• Acelerar a inovação em Portugal no setor da condução autónoma
• Aumentar a competitividade e atratividade do país para investimento estrangeiro
• Salvaguardar a segurança para condutores, peões, operadores e veículos
Processo de licenciamento
O processo envolve várias entidades, conforme noticiado pela Tek:
• Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT): recebe e valida tecnicamente os pedidos de teste
• Autarquias: emitem pareceres sobre percursos e horários em contexto urbano
• Gestores rodoviários: pronunciam-se sobre testes fora de zonas urbanas
• ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária): acompanha e supervisiona todo o processo
Zonas de teste
O Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, anunciou a criação de zonas de teste (test beds) que permitirão, em contexto urbano real, experimentar veículos autónomos em condições controladas mas próximas da realidade quotidiana.
Portugal junta-se assim a países como Alemanha, França, Espanha e Finlândia, que já possuem enquadramentos legais para este tipo de testes, embora ainda com atraso face a estas geografias que permitem testes desde 2017.
Níveis de autonomia: onde estamos
A Society of Automotive Engineers (SAE) define seis níveis de automação, de 0 a 5.
Nível 0 - Sem automação
O condutor controla totalmente o veículo, sem qualquer assistência automatizada.
Nível 1 - Assistência ao condutor
Sistemas como cruise control adaptativo ou assistência de manutenção de faixa funcionam de forma independente, mas o condutor mantém controlo total.
Nível 2 - Automação parcial
O veículo pode controlar simultaneamente aceleração, travagem e direção em circunstâncias específicas, mas o condutor deve manter atenção constante. A maioria dos veículos vendidos atualmente com sistemas avançados de assistência encontra-se neste nível.
Nível 3 - Automação condicional
O veículo pode conduzir autonomamente em determinadas condições, mas o condutor deve estar preparado para retomar o controlo quando solicitado. Este nível já existe comercialmente em alguns mercados, como o sistema Traffic Jam Pilot da Mercedes-Benz, homologado na Alemanha.
Nível 4 - Automação elevada
O veículo pode conduzir-se autonomamente em áreas específicas ou condições definidas, sem necessidade de intervenção humana. Exemplos incluem os robotáxis da Waymo em Phoenix, Arizona.
Nível 5 - Automação completa
O veículo é completamente autónomo em todas as condições e ambientes, sem necessidade de volante ou pedais. Este nível permanece ainda em fase de desenvolvimento, com desafios significativos por resolver.
Assistentes de voz com IA nos automóveis
Uma das aplicações mais visíveis e acessíveis da inteligência artificial nos automóveis são os assistentes de voz de nova geração.
Evolução dos assistentes de voz
Até recentemente, os assistentes de voz nos carros eram limitados, reconhecendo apenas comandos rígidos e específicos. Com a integração de modelos de linguagem avançados (LLMs), como os desenvolvidos pela OpenAI ou Google, os assistentes tornaram-se verdadeiros copilotos inteligentes.
Segundo análise publicada pela Pplware, estes sistemas modernos combinam IA de audição espacial e IA cognitiva para interpretar a fala de forma semelhante aos humanos, mesmo em ambientes ruidosos ou com múltiplos intervenientes.
Funcionalidades avançadas
Os assistentes de voz de nova geração oferecem:
• Compreensão de linguagem natural: entender pedidos complexos sem palavras-chave específicas
• Contexto e memória: recordar conversas anteriores e preferências do utilizador
• Integração multimodal: combinar comandos de voz com dados visuais das câmaras e sensores
• Personalização profunda: adaptar a voz, personalidade e respostas ao utilizador
Exemplos no mercado
Grok da xAI nos Tesla: em julho de 2025, a Tesla integrou o assistente Grok em todos os modelos fabricados nos Estados Unidos. Segundo a Tek, os condutores podem ajustar a voz e personalidade do assistente, embora numa fase inicial as funcionalidades estejam limitadas a responder perguntas, sem controlo direto dos sistemas do veículo.
Sistemas Kardome apoiados pela Hyundai: utilizam IA para permitir que os dispositivos ouçam, localizem e interpretem a fala de forma semelhante aos humanos, resolvendo o problema da fiabilidade em ambientes ruidosos.
Assistentes integrados com navegação elétrica: sistemas capazes de localizar estações de carregamento, verificar disponibilidade em tempo real e otimizar rotas considerando autonomia e preços da energia.
Perspetivas futuras
Segundo projeções da The Business Research Company, o mercado de assistentes de voz embarcados deve alcançar 5,49 mil milhões de dólares até 2029, crescendo a uma taxa anual de 13,9%, impulsionado pela conectividade automóvel e pela procura por experiências personalizadas.
IA para segurança rodoviária
A aplicação mais crítica da inteligência artificial nos automóveis é na área da segurança.
Sistemas de deteção e prevenção
A IA permite aos veículos modernos:
• Detetar peões, ciclistas e outros veículos em tempo real
• Prever trajetórias e antecipar situações de risco
• Acionar travagens de emergência autónomas
• Alertar para saída involuntária de faixa
• Monitorizar a atenção e fadiga do condutor
• Adaptar a velocidade a zonas escolares ou condições meteorológicas
Impacto na redução de acidentes
Segundo dados da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), dos Estados Unidos da América (EUA), citados por várias análises, 94% dos acidentes graves são causados por erro humano. A inteligência artificial tem potencial para reduzir drasticamente estes números, reagindo mais rapidamente do que condutores humanos.
Estudos indicam que sistemas autónomos avançados podem contribuir para reduções muito significativas nas taxas de acidentes à medida que a tecnologia amadurece.
Visão computacional e deteção de obstáculos
Os sistemas de IA utilizam câmaras posicionadas em múltiplos pontos do veículo para criar uma visão 360 graus do ambiente. Algoritmos de visão computacional, como o YOLOv8, processam estas imagens em tempo real, identificando:
• veículos em movimento;
• peões e ciclistas;
• sinalização rodoviária;
• marcações de faixa;
• obstáculos inesperados.
Eficiência energética e gestão inteligente
A inteligência artificial também contribui para a eficiência dos veículos, especialmente elétricos e híbridos.
Otimização de consumo
Sistemas de IA analisam padrões de condução, topografia do percurso, trânsito e condições meteorológicas para:
• sugerir rotas mais eficientes;
• gerir a regeneração de energia em veículos elétricos;
• otimizar a transição entre motor elétrico e combustão em híbridos;
• prever necessidades de carregamento ou abastecimento.
Manutenção preditiva
Sensores monitorizados por IA recolhem dados continuamente sobre temperatura, pressão, vibração e desgaste de componentes. Algoritmos identificam padrões que indicam potenciais falhas antes que ocorram, permitindo manutenção preventiva que:
• reduz custos de reparação;
• aumenta a segurança;
• prolonga a vida útil do veículo;
• evita avarias inesperadas.
Desafios e limitações da IA nos automóveis
Apesar dos avanços impressionantes, a inteligência artificial nos automóveis enfrenta desafios significativos.
Complexidade de ambientes urbanos
Navegar em cidades densas, com trânsito imprevisível, peões a atravessar fora de passadeiras, ciclistas, motas, obras na via e condições meteorológicas adversas representa um desafio enorme para sistemas de IA. Alcançar autonomia de nível 5 — condução totalmente autónoma em qualquer condição — permanece um objetivo a longo prazo.
Questões éticas e de responsabilidade
Quem é responsável em caso de acidente envolvendo um veículo autónomo? Como deve o sistema de IA priorizar vidas em situações de dilema? Estas questões éticas complexas ainda não têm respostas definitivas e variam entre jurisdições.
Privacidade e segurança de dados
Veículos com IA recolhem enormes quantidades de dados sobre localização, hábitos de condução e até conversas dentro do habitáculo. O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) impõe regras rigorosas sobre como estes dados podem ser recolhidos, armazenados e utilizados, mas persistem preocupações sobre privacidade.
Limitações regulatórias europeias
Segundo declarações do representante da Volkswagen citadas pela AFIA, a Europa enfrenta desvantagens regulatórias face a outras regiões do mundo. A proibição de zonas de teste para veículos autónomos em muitos países europeus atrasou o desenvolvimento comparativamente aos Estados Unidos e China, embora Portugal esteja agora a reverter esta situação.
O papel das marcas automóveis
Os principais fabricantes automóveis estão a investir milhares de milhões de euros em inteligência artificial.
Tesla e o Autopilot
A Tesla é pioneira em sistemas de assistência avançada com o Autopilot, que recolhe dados de milhões de quilómetros percorridos pela sua frota global. Este modelo de aprendizagem contínua permite melhorias constantes através de atualizações de software.
Waymo e robotáxis autónomos
A Waymo, subsidiária da Alphabet (Google), opera uma frota de táxis totalmente autónomos em Phoenix, Arizona, demonstrando a viabilidade comercial da tecnologia de nível 4 em ambientes controlados.
Volkswagen e descarbonização com IA
A Volkswagen, com presença significativa em Portugal através da Autoeuropa, está a investir mais de 200 milhões de euros em descarbonização, integrando IA não apenas nos veículos mas em todo o processo de fabrico e logística.
Implicações para condutores portugueses
O que significa esta revolução da IA para quem conduz em Portugal?
Veículos mais seguros
Sistemas de assistência baseados em IA estão cada vez mais presentes em veículos novos e seminovos acessíveis. Funcionalidades como travagem de emergência autónoma, deteção de ângulo morto e alerta de fadiga tornam-se standard em muitos modelos.
Manutenção mais previsível
A capacidade de prever falhas antes que ocorram reduz o risco de avarias inesperadas e permite planear melhor os custos de manutenção.
Mobilidade mais sustentável
A otimização de consumo proporcionada pela IA contribui para reduzir emissões e custos operacionais, especialmente em veículos elétricos onde a gestão inteligente de bateria é crucial.
Preparação para o futuro
Embora a condução totalmente autónoma ainda esteja a anos de distância da comercialização generalizada, a familiarização gradual com sistemas de assistência avançada prepara condutores e infraestruturas para esta transição.
Perguntas frequentes sobre IA em automóveis
A IA nos carros é realmente segura?
Sim, quando corretamente implementada e supervisionada. Os sistemas de IA para segurança ativa, como travagem de emergência e deteção de obstáculos, demonstraram reduzir significativamente acidentes. No entanto, mesmo em veículos com sistemas avançados de nível 2 ou 3, o condutor deve manter sempre atenção e estar preparado para retomar o controlo.
Todos os carros novos têm inteligência artificial?
Não necessariamente. A presença de sistemas de IA varia conforme a marca, modelo e nível de equipamento. Veículos de segmentos premium e elétricos tendem a integrar mais tecnologia de IA, mas funcionalidades básicas como assistentes de voz estão a tornar-se cada vez mais comuns em todas as categorias.
A legislação europeia vai proibir alguma tecnologia de IA nos carros?
O AI Act não proíbe tecnologias específicas nos automóveis, mas classifica sistemas de risco elevado que devem cumprir requisitos rigorosos de segurança, transparência e supervisão. Sistemas considerados de risco inaceitável, como os que manipulam comportamento sem conhecimento do utilizador, são proibidos.
Os assistentes de voz nos carros gravam as minhas conversas?
Depende do sistema e das definições. Muitos assistentes modernos apenas processam comandos quando ativados e permitem ao utilizador desativar a recolha de dados. O RGPD exige que os fabricantes sejam transparentes sobre quais dados são recolhidos e como são utilizados, dando aos utilizadores controlo sobre a sua privacidade.
Quando teremos carros totalmente autónomos em Portugal?
A condução totalmente autónoma de nível 5 permanece ainda a vários anos de distância. Atualmente, Portugal está a criar condições para testes de veículos autónomos, um passo necessário antes da comercialização. É mais provável que vejamos primeiro serviços limitados de robotáxi em zonas específicas antes de uma adoção generalizada.
A IA nos carros vai substituir postos de combustível tradicionais?
Não diretamente. A IA otimiza o consumo de combustível ou energia, mas não substitui a necessidade de abastecimento. No entanto, em veículos elétricos, a IA ajuda a localizar estações de carregamento e a gerir a autonomia de forma mais eficiente. A PRIO continua a investir tanto em combustíveis de qualidade para veículos tradicionais como em soluções de mobilidade elétrica, preparando-se para um futuro multimodal.
O futuro da IA nos automóveis
Em 2026, encontramo-nos num ponto de inflexão. A inteligência artificial nos automóveis deixou de ser uma promessa futurista para se tornar realidade tangível, embora ainda longe do seu potencial máximo.
Próximos desenvolvimentos esperados
Integração multimodal: assistentes capazes de combinar voz, visão e dados de sensores para compreensão contextual profunda do ambiente e das necessidades do condutor.
Copilotos proativos: sistemas que identificam necessidades antes do condutor, sugerindo pausas baseadas em padrões de fadiga, prevendo necessidades de abastecimento ou carregamento, ou ajustando rotas automaticamente conforme mudanças no trânsito.
Cidades inteligentes: comunicação entre veículos e infraestrutura urbana (V2X), permitindo reserva automática de estacionamento, ajuste de semáforos para otimizar fluxo e pagamentos automáticos de portagens.
O papel de Portugal
Com o novo quadro legal para testes de condução autónoma, Portugal posiciona-se para atrair investimento em investigação e desenvolvimento de IA automóvel. A presença de fabricantes como a Volkswagen na Autoeuropa e o ecossistema crescente de startups tecnológicas cria oportunidades para o país participar ativamente nesta revolução.
Equilibrar inovação e responsabilidade
O sucesso da IA nos automóveis dependerá da capacidade de equilibrar inovação tecnológica com proteção de direitos fundamentais, segurança robusta e quadros éticos claros. O AI Act europeu representa uma tentativa de estabelecer este equilíbrio, posicionando a Europa como referência mundial em IA responsável.
O futuro já começou a chegar às estradas europeias e portuguesas. A questão não é se a inteligência artificial transformará a mobilidade, mas como garantir que esta transformação serve o interesse público, promove a segurança e respeita os valores fundamentais da sociedade.
Para acompanhar estas transformações e garantir que o seu veículo está preparado para o futuro, conte com soluções de qualidade. Visite o site da PRIO e descubra como manter o seu automóvel em excelentes condições, seja ele movido a combustíveis tradicionais ou energia elétrica.
Veja também:
• 8 inovações em tecnologia automóvel que precisas conhecer
• Tecnologia V2G: o sistema revolucionário da mobilidade elétrica
• V2L: o que é a tecnologia que aproveita energia do carro elétrico?
Mas até que ponto esta transformação já chegou verdadeiramente às nossas estradas? Neste artigo, exploramos o estado atual da inteligência artificial na indústria automóvel, com foco no enquadramento europeu e português em 2026, a legislação que regula esta tecnologia e o impacto real na segurança, eficiência e experiência de condução.
O que é inteligência artificial nos automóveis
A inteligência artificial aplicada ao setor automóvel consiste em sistemas computacionais capazes de analisar enormes volumes de dados, aprender com padrões, tomar decisões em frações de segundo e adaptar-se continuamente ao contexto de condução.
Estes sistemas funcionam através de algoritmos de aprendizagem automática (machine learning) e redes neuronais que processam informação de múltiplas fontes: câmaras, sensores, radares, GPS e dados da própria condução. O resultado é um veículo cada vez mais autónomo, seguro e personalizado.
Quatro categorias principais de IA automóvel
- IA conversacional e assistentes de voz: sistemas que permitem ao condutor interagir com o veículo através de linguagem natural, controlando navegação, climatização, multimédia e comunicações sem tirar as mãos do volante.
- IA de personalização: aprende os hábitos do condutor e ajusta automaticamente definições como posição do banco, temperatura preferida, rotas frequentes e até o estilo de condução
- IA para segurança ativa: deteta obstáculos, peões, ciclistas, prevê colisões, aciona travagens de emergência e monitoriza a atenção do condutor.
- IA para eficiência: otimiza o consumo de combustível ou energia elétrica, sugere rotas mais eficientes e gere sistemas de propulsão híbrida ou elétrica.
Legislação europeia sobre inteligência artificial (2026)
A União Europeia estabeleceu o primeiro quadro jurídico abrangente do mundo para regular a inteligência artificial, com implicações diretas para a indústria automóvel.
Regulamento da Inteligência Artificial (AI Act)
O Regulamento (UE) 2024/1689, também conhecido como AI Act, entrou em vigor a 1 de agosto de 2024 e estabelece regras harmonizadas para o desenvolvimento e utilização de sistemas de IA na União Europeia.
Segundo o Parlamento Europeu, o regulamento classifica os sistemas de IA com base no risco que representam:
• Risco inaceitável: sistemas proibidos, como pontuação social por comportamento ou manipulação subliminar.
• Risco elevado: incluem sistemas de IA utilizados em automóveis, que devem cumprir requisitos rigorosos de segurança, transparência e supervisão humana. Esta categoria abrange funções como condução autónoma e sistemas críticos de segurança.
• Risco limitado: sistemas com obrigações de transparência, informando os utilizadores que estão a interagir com IA.
• Risco mínimo: a maioria dos sistemas, sem regulamentação específica.
Calendário de aplicação em 2026
Segundo a Comissão Europeia, o AI Act está a ser aplicado de forma faseada:
• 2 de fevereiro de 2025: aplicação das proibições de sistemas de risco inaceitável
• 2 de agosto de 2025: aplicação parcial para modelos de IA de finalidade geral
• 2 de agosto de 2026: aplicação da maioria das regras, incluindo para sistemas de risco elevado como os utilizados em automóveis
• 2 de agosto de 2027: aplicação completa para todos os sistemas
Em 2026, Portugal encontra-se no período crítico de transição, com as autoridades nacionais já designadas e os fabricantes a adaptar os seus sistemas para cumprimento integral até agosto.
Autoridade nacional competente
Segundo informação divulgada pelo Jornal Económico, a ANACOM (Autoridade Nacional de Comunicações) foi indicada pelo Governo português como uma das entidades com responsabilidades na supervisão da inteligência artificial, ao abrigo da legislação europeia, centralizando a fiscalização e supervisão técnica.
Condução autónoma em Portugal (2026)
Um dos desenvolvimentos mais significativos em Portugal durante 2026 é a criação de um quadro legal para testes de veículos autónomos em via pública.
Decreto-Lei para testes de condução autónoma
Em 2025/2026, no âmbito do plano Mobilidade 2.0, o Governo português aprovou (ou anunciou) legislação que estabelece regras para testes em via pública de sistemas automáticos de condução instalados em veículos.
Segundo o comunicado oficial do Conselho de Ministros, o decreto-lei permite testes para todos os níveis de automação, desde sistemas de assistência (nível 2) até veículos totalmente autónomos (nível 5), com o objetivo de:
• Acelerar a inovação em Portugal no setor da condução autónoma
• Aumentar a competitividade e atratividade do país para investimento estrangeiro
• Salvaguardar a segurança para condutores, peões, operadores e veículos
Processo de licenciamento
O processo envolve várias entidades, conforme noticiado pela Tek:
• Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT): recebe e valida tecnicamente os pedidos de teste
• Autarquias: emitem pareceres sobre percursos e horários em contexto urbano
• Gestores rodoviários: pronunciam-se sobre testes fora de zonas urbanas
• ANSR (Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária): acompanha e supervisiona todo o processo
Zonas de teste
O Ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, anunciou a criação de zonas de teste (test beds) que permitirão, em contexto urbano real, experimentar veículos autónomos em condições controladas mas próximas da realidade quotidiana.
Portugal junta-se assim a países como Alemanha, França, Espanha e Finlândia, que já possuem enquadramentos legais para este tipo de testes, embora ainda com atraso face a estas geografias que permitem testes desde 2017.
Níveis de autonomia: onde estamos
A Society of Automotive Engineers (SAE) define seis níveis de automação, de 0 a 5.
Nível 0 - Sem automação
O condutor controla totalmente o veículo, sem qualquer assistência automatizada.
Nível 1 - Assistência ao condutor
Sistemas como cruise control adaptativo ou assistência de manutenção de faixa funcionam de forma independente, mas o condutor mantém controlo total.
Nível 2 - Automação parcial
O veículo pode controlar simultaneamente aceleração, travagem e direção em circunstâncias específicas, mas o condutor deve manter atenção constante. A maioria dos veículos vendidos atualmente com sistemas avançados de assistência encontra-se neste nível.
Nível 3 - Automação condicional
O veículo pode conduzir autonomamente em determinadas condições, mas o condutor deve estar preparado para retomar o controlo quando solicitado. Este nível já existe comercialmente em alguns mercados, como o sistema Traffic Jam Pilot da Mercedes-Benz, homologado na Alemanha.
Nível 4 - Automação elevada
O veículo pode conduzir-se autonomamente em áreas específicas ou condições definidas, sem necessidade de intervenção humana. Exemplos incluem os robotáxis da Waymo em Phoenix, Arizona.
Nível 5 - Automação completa
O veículo é completamente autónomo em todas as condições e ambientes, sem necessidade de volante ou pedais. Este nível permanece ainda em fase de desenvolvimento, com desafios significativos por resolver.
Assistentes de voz com IA nos automóveis
Uma das aplicações mais visíveis e acessíveis da inteligência artificial nos automóveis são os assistentes de voz de nova geração.
Evolução dos assistentes de voz
Até recentemente, os assistentes de voz nos carros eram limitados, reconhecendo apenas comandos rígidos e específicos. Com a integração de modelos de linguagem avançados (LLMs), como os desenvolvidos pela OpenAI ou Google, os assistentes tornaram-se verdadeiros copilotos inteligentes.
Segundo análise publicada pela Pplware, estes sistemas modernos combinam IA de audição espacial e IA cognitiva para interpretar a fala de forma semelhante aos humanos, mesmo em ambientes ruidosos ou com múltiplos intervenientes.
Funcionalidades avançadas
Os assistentes de voz de nova geração oferecem:
• Compreensão de linguagem natural: entender pedidos complexos sem palavras-chave específicas
• Contexto e memória: recordar conversas anteriores e preferências do utilizador
• Integração multimodal: combinar comandos de voz com dados visuais das câmaras e sensores
• Personalização profunda: adaptar a voz, personalidade e respostas ao utilizador
Exemplos no mercado
Grok da xAI nos Tesla: em julho de 2025, a Tesla integrou o assistente Grok em todos os modelos fabricados nos Estados Unidos. Segundo a Tek, os condutores podem ajustar a voz e personalidade do assistente, embora numa fase inicial as funcionalidades estejam limitadas a responder perguntas, sem controlo direto dos sistemas do veículo.
Sistemas Kardome apoiados pela Hyundai: utilizam IA para permitir que os dispositivos ouçam, localizem e interpretem a fala de forma semelhante aos humanos, resolvendo o problema da fiabilidade em ambientes ruidosos.
Assistentes integrados com navegação elétrica: sistemas capazes de localizar estações de carregamento, verificar disponibilidade em tempo real e otimizar rotas considerando autonomia e preços da energia.
Perspetivas futuras
Segundo projeções da The Business Research Company, o mercado de assistentes de voz embarcados deve alcançar 5,49 mil milhões de dólares até 2029, crescendo a uma taxa anual de 13,9%, impulsionado pela conectividade automóvel e pela procura por experiências personalizadas.
IA para segurança rodoviária
A aplicação mais crítica da inteligência artificial nos automóveis é na área da segurança.
Sistemas de deteção e prevenção
A IA permite aos veículos modernos:
• Detetar peões, ciclistas e outros veículos em tempo real
• Prever trajetórias e antecipar situações de risco
• Acionar travagens de emergência autónomas
• Alertar para saída involuntária de faixa
• Monitorizar a atenção e fadiga do condutor
• Adaptar a velocidade a zonas escolares ou condições meteorológicas
Impacto na redução de acidentes
Segundo dados da National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), dos Estados Unidos da América (EUA), citados por várias análises, 94% dos acidentes graves são causados por erro humano. A inteligência artificial tem potencial para reduzir drasticamente estes números, reagindo mais rapidamente do que condutores humanos.
Estudos indicam que sistemas autónomos avançados podem contribuir para reduções muito significativas nas taxas de acidentes à medida que a tecnologia amadurece.
Visão computacional e deteção de obstáculos
Os sistemas de IA utilizam câmaras posicionadas em múltiplos pontos do veículo para criar uma visão 360 graus do ambiente. Algoritmos de visão computacional, como o YOLOv8, processam estas imagens em tempo real, identificando:
• veículos em movimento;
• peões e ciclistas;
• sinalização rodoviária;
• marcações de faixa;
• obstáculos inesperados.
Eficiência energética e gestão inteligente
A inteligência artificial também contribui para a eficiência dos veículos, especialmente elétricos e híbridos.
Otimização de consumo
Sistemas de IA analisam padrões de condução, topografia do percurso, trânsito e condições meteorológicas para:
• sugerir rotas mais eficientes;
• gerir a regeneração de energia em veículos elétricos;
• otimizar a transição entre motor elétrico e combustão em híbridos;
• prever necessidades de carregamento ou abastecimento.
Manutenção preditiva
Sensores monitorizados por IA recolhem dados continuamente sobre temperatura, pressão, vibração e desgaste de componentes. Algoritmos identificam padrões que indicam potenciais falhas antes que ocorram, permitindo manutenção preventiva que:
• reduz custos de reparação;
• aumenta a segurança;
• prolonga a vida útil do veículo;
• evita avarias inesperadas.
Desafios e limitações da IA nos automóveis
Apesar dos avanços impressionantes, a inteligência artificial nos automóveis enfrenta desafios significativos.
Complexidade de ambientes urbanos
Navegar em cidades densas, com trânsito imprevisível, peões a atravessar fora de passadeiras, ciclistas, motas, obras na via e condições meteorológicas adversas representa um desafio enorme para sistemas de IA. Alcançar autonomia de nível 5 — condução totalmente autónoma em qualquer condição — permanece um objetivo a longo prazo.
Questões éticas e de responsabilidade
Quem é responsável em caso de acidente envolvendo um veículo autónomo? Como deve o sistema de IA priorizar vidas em situações de dilema? Estas questões éticas complexas ainda não têm respostas definitivas e variam entre jurisdições.
Privacidade e segurança de dados
Veículos com IA recolhem enormes quantidades de dados sobre localização, hábitos de condução e até conversas dentro do habitáculo. O Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD) impõe regras rigorosas sobre como estes dados podem ser recolhidos, armazenados e utilizados, mas persistem preocupações sobre privacidade.
Limitações regulatórias europeias
Segundo declarações do representante da Volkswagen citadas pela AFIA, a Europa enfrenta desvantagens regulatórias face a outras regiões do mundo. A proibição de zonas de teste para veículos autónomos em muitos países europeus atrasou o desenvolvimento comparativamente aos Estados Unidos e China, embora Portugal esteja agora a reverter esta situação.
O papel das marcas automóveis
Os principais fabricantes automóveis estão a investir milhares de milhões de euros em inteligência artificial.
Tesla e o Autopilot
A Tesla é pioneira em sistemas de assistência avançada com o Autopilot, que recolhe dados de milhões de quilómetros percorridos pela sua frota global. Este modelo de aprendizagem contínua permite melhorias constantes através de atualizações de software.
Waymo e robotáxis autónomos
A Waymo, subsidiária da Alphabet (Google), opera uma frota de táxis totalmente autónomos em Phoenix, Arizona, demonstrando a viabilidade comercial da tecnologia de nível 4 em ambientes controlados.
Volkswagen e descarbonização com IA
A Volkswagen, com presença significativa em Portugal através da Autoeuropa, está a investir mais de 200 milhões de euros em descarbonização, integrando IA não apenas nos veículos mas em todo o processo de fabrico e logística.
Implicações para condutores portugueses
O que significa esta revolução da IA para quem conduz em Portugal?
Veículos mais seguros
Sistemas de assistência baseados em IA estão cada vez mais presentes em veículos novos e seminovos acessíveis. Funcionalidades como travagem de emergência autónoma, deteção de ângulo morto e alerta de fadiga tornam-se standard em muitos modelos.
Manutenção mais previsível
A capacidade de prever falhas antes que ocorram reduz o risco de avarias inesperadas e permite planear melhor os custos de manutenção.
Mobilidade mais sustentável
A otimização de consumo proporcionada pela IA contribui para reduzir emissões e custos operacionais, especialmente em veículos elétricos onde a gestão inteligente de bateria é crucial.
Preparação para o futuro
Embora a condução totalmente autónoma ainda esteja a anos de distância da comercialização generalizada, a familiarização gradual com sistemas de assistência avançada prepara condutores e infraestruturas para esta transição.
Perguntas frequentes sobre IA em automóveis
A IA nos carros é realmente segura?
Sim, quando corretamente implementada e supervisionada. Os sistemas de IA para segurança ativa, como travagem de emergência e deteção de obstáculos, demonstraram reduzir significativamente acidentes. No entanto, mesmo em veículos com sistemas avançados de nível 2 ou 3, o condutor deve manter sempre atenção e estar preparado para retomar o controlo.
Todos os carros novos têm inteligência artificial?
Não necessariamente. A presença de sistemas de IA varia conforme a marca, modelo e nível de equipamento. Veículos de segmentos premium e elétricos tendem a integrar mais tecnologia de IA, mas funcionalidades básicas como assistentes de voz estão a tornar-se cada vez mais comuns em todas as categorias.
A legislação europeia vai proibir alguma tecnologia de IA nos carros?
O AI Act não proíbe tecnologias específicas nos automóveis, mas classifica sistemas de risco elevado que devem cumprir requisitos rigorosos de segurança, transparência e supervisão. Sistemas considerados de risco inaceitável, como os que manipulam comportamento sem conhecimento do utilizador, são proibidos.
Os assistentes de voz nos carros gravam as minhas conversas?
Depende do sistema e das definições. Muitos assistentes modernos apenas processam comandos quando ativados e permitem ao utilizador desativar a recolha de dados. O RGPD exige que os fabricantes sejam transparentes sobre quais dados são recolhidos e como são utilizados, dando aos utilizadores controlo sobre a sua privacidade.
Quando teremos carros totalmente autónomos em Portugal?
A condução totalmente autónoma de nível 5 permanece ainda a vários anos de distância. Atualmente, Portugal está a criar condições para testes de veículos autónomos, um passo necessário antes da comercialização. É mais provável que vejamos primeiro serviços limitados de robotáxi em zonas específicas antes de uma adoção generalizada.
A IA nos carros vai substituir postos de combustível tradicionais?
Não diretamente. A IA otimiza o consumo de combustível ou energia, mas não substitui a necessidade de abastecimento. No entanto, em veículos elétricos, a IA ajuda a localizar estações de carregamento e a gerir a autonomia de forma mais eficiente. A PRIO continua a investir tanto em combustíveis de qualidade para veículos tradicionais como em soluções de mobilidade elétrica, preparando-se para um futuro multimodal.
O futuro da IA nos automóveis
Em 2026, encontramo-nos num ponto de inflexão. A inteligência artificial nos automóveis deixou de ser uma promessa futurista para se tornar realidade tangível, embora ainda longe do seu potencial máximo.
Próximos desenvolvimentos esperados
Integração multimodal: assistentes capazes de combinar voz, visão e dados de sensores para compreensão contextual profunda do ambiente e das necessidades do condutor.
Copilotos proativos: sistemas que identificam necessidades antes do condutor, sugerindo pausas baseadas em padrões de fadiga, prevendo necessidades de abastecimento ou carregamento, ou ajustando rotas automaticamente conforme mudanças no trânsito.
Cidades inteligentes: comunicação entre veículos e infraestrutura urbana (V2X), permitindo reserva automática de estacionamento, ajuste de semáforos para otimizar fluxo e pagamentos automáticos de portagens.
O papel de Portugal
Com o novo quadro legal para testes de condução autónoma, Portugal posiciona-se para atrair investimento em investigação e desenvolvimento de IA automóvel. A presença de fabricantes como a Volkswagen na Autoeuropa e o ecossistema crescente de startups tecnológicas cria oportunidades para o país participar ativamente nesta revolução.
Equilibrar inovação e responsabilidade
O sucesso da IA nos automóveis dependerá da capacidade de equilibrar inovação tecnológica com proteção de direitos fundamentais, segurança robusta e quadros éticos claros. O AI Act europeu representa uma tentativa de estabelecer este equilíbrio, posicionando a Europa como referência mundial em IA responsável.
O futuro já começou a chegar às estradas europeias e portuguesas. A questão não é se a inteligência artificial transformará a mobilidade, mas como garantir que esta transformação serve o interesse público, promove a segurança e respeita os valores fundamentais da sociedade.
Para acompanhar estas transformações e garantir que o seu veículo está preparado para o futuro, conte com soluções de qualidade. Visite o site da PRIO e descubra como manter o seu automóvel em excelentes condições, seja ele movido a combustíveis tradicionais ou energia elétrica.
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